BEM-VINDOS!

Sejam muito bem-vindos ao MINISTÉRIO MISSIONÁRIO IGOR CHASTINET, porque:

"Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4.4).

Espero que sua estadia por aqui possa ajudá-lo a crescer ainda mais na fé e no conhecimento da vontade de Deus através de Sua Palavra revelada!

Que Deus abençoe ricamente sua vida!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Guerra Espiritual: Uma Guerra Invisível

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com
)

“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”
(Efésios 6.12)


Realmente existe uma luta pessoal entre Deus e o diabo?

Pelo menos não exatamente. Esta visão distorcida permeia o cristianismo há vários séculos. Muitas pessoas crêem que existe uma luta pessoal entre Deus e o diabo. Porém, esse conceito está no mínimo distorcido ou mal colocado. Como podemos ler acima, as Escrituras deixam claro que a realidade espiritual não é exatamente esta. A Bíblia revela que a luta que está sendo travada não é pessoalmente entre Deus e o diabo, pois Deus não conhece inimigo à altura para desafiá-Lo, já que o Seu poder é infinitamente superior. Mas na realidade a luta é entre a Igreja e o diabo. Em outras palavras, a realidade da guerra espiritual é esta: homens vs. hostes espirituais do mal.

A Bíblia revela que Deus permite esta guerra acontecer. Diante disso certamente muitos pensarão: “Se Deus é mais poderoso que o diabo, então por que Ele não dá um fim a essa guerra tão terrível?”. Simplesmente porque não foi Ele quem a começou. Esta guerra foi iniciada por pessoas que rejeitaram a sabedoria de Deus e foram atrás de seus próprios planos, por isso o inimigo adquiriu “legalidade” para influenciar e às vezes até mesmo controlar a vida dos que preferiram abandonar seu Criador. Apesar disso Deus limita a ação do inimigo, segundo Seus propósitos.

Porém, no tempo determinado pela Sua sabedoria Deus intervirá e porá um ponto final nesta guerra, dando a vitoria final aos que se arrependeram de seus caminhos egoístas, aproximaram-se Dele e permaneceram fiéis a Sua vontade. Até lá devemos usar o poder de Deus como escudo, permanecendo alerta contra os ataques do inimigo.

O efeito desta visão distorcida no meio cristão

Devido a esse conceito equivocado de que a guerra é entre Deus e o diabo, e que nada temos a ver com esta peleja, muitas pessoas que se consideram cristãs pensam que não precisam se preocupar com ela, crendo que Deus as protegerá a despeito de seu estilo de vida. Estes estão enganados por não conhecerem as Escrituras. Ora, se muitos vivem em desarmonia com a Palavra de Deus e na grande maioria das vezes não agem segundo o Seu padrão de santidade, nada mais natural do que sofrerem as conseqüências dessa rebeldia. Deus não tem obrigação de proteger aqueles que preferem viver em desobediência a Sua vontade, pois a todos Ele deu o direito de livre escolha.

Devido à ignorância em relação à nossa realidade decaída e da guerra espiritual que está sendo travada contra os homens, muitos cristãos levam uma vida espiritualmente derrotada e nem mesmo sabem o motivo de tanto sofrimento. É bem verdade que a vida do cristão não consiste somente em vitórias e triunfos, pois Jesus alertou que os cristãos passariam por aflições enquanto vivessem neste mundo alheio a Deus (João 16.33). Mas daí a viver uma vida de constante sofrimento é algo que foge totalmente a vontade de Deus. O cristão pode até passar por momentos difíceis em sua caminhada, mas não deve viver assim. “Passar” significa momento e não um estado prolongado ou definitivo. A Bíblia declara que os verdadeiros filhos de Deus são pessoas vitoriosas (Romanos 8.28).

Um dos motivos do sofrimento humano se dá pela ignorância generalizada de que existe em torno da realidade da guerra espiritual. Segundo a Bíblia, existem guerras no mundo sendo travadas não somente na área física (as quais podemos ver com os olhos naturais), mas também existem grandes conflitos sendo travados na esfera espiritual. Por isso são invisíveis aos olhos humanos. Aqueles que não tomarem as armas que Deus nos oferece continuarão sendo atingidos inadvertidamente. As Escrituras revelam: “Porque as armas da nossa batalha não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2 Coríntios 10.4). De acordo com esta passagem bíblica, as armas que devemos usar nessa guerra não são carnais, mas sim espirituais. Ora, se a guerra é espiritual, logicamente que só é possível vencê-la com armas igualmente espirituais. Obviamente que é impossível atingir um inimigo invisível usando armas físicas. Somente as armas espirituais têm o poder de destruir as fortalezas satânicas.

As armas que Deus oferece aos Seus Filhos

A Bíblia claramente revela que apesar de Deus permitir a guerra espiritual contra a Igreja, Ele não nos deixa na mão. Apesar de a guerra espiritual ser entre os homens e o diabo, Deus jamais fica de fora das batalhas. Isso porque é o próprio Deus quem nos concede as armas para usarmos nessa guerra. Está escrito: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Efésios 6.11). Deus quer que sejamos vitoriosos, e para sermos bem sucedidos nesta batalha devemos nos vestir da poderosa armadura espiritual, para que assim possamos resistir aos ataques desses seres malignos.

Sendo a guerra espiritual uma realidade para todos os homens, não podemos permanecer inertes a ela. Apesar de não podermos fugir dela, Jesus nos disse algo muito importante: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10.19). Se observarmos o contexto desta passagem, veremos que os discípulos de Jesus voltavam felizes de uma “missão”, revelando a Jesus que os demônios os obedeciam sempre que eles invocavam o Seu nome (Lucas 10.17). Em Marcos 16.17, Jesus disse que estes sinais seguiriam os que cressem em Suas Palavras.

Poucos cristãos conhecem a autoridade que possuem sobre as forças espirituais do mal, isso se deve ao pouco conhecimento das Escrituras Sagradas. Jesus falou acerca da realidade espiritual não para nos assustar, mas para que pudéssemos estar alertas conta seus ataques. Talvez seja por isso que muitas pessoas vivem espiritualmente oprimidas, dominadas por depressões profundas, desânimo constante e sentimento de vazio interior. Jesus disse que o diabo é real e está ativo no mundo. Porém, como vimos acima, o Senhor Jesus nos concedeu autoridade sobre os demônios. É como se Jesus nos passasse uma “procuração espiritual”, nos concedendo autoridade de expulsar o mal de nossas vidas. De acordo com a Bíblia, existem hostes da maldade guerreando contra os homens. Poucos sabem, mas há poder espiritual no nome Santo de Jesus. Devemos usar essa autoridade para repreender diariamente toda interferência satânica em nossas vidas, ou continuaremos sendo vítimas desses seres.

Mas por que será que muitas pessoas, inclusive cristãos fiéis, ainda desconhecem ou ignoram a realidade da guerra espiritual? Novamente alerto que isso se deve ao fato de que muitos não estão dando a devida atenção as Escrituras Sagradas. De outro modo certamente se preparariam para as batalhas espirituais, fazendo o que o apóstolo Paulo sugeriu séculos atrás: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Efésios 6.13). Pouco adianta afirmar que cremos em Deus se não cremos em todas as Palavras que Seu Filho revelou. Na guerra espiritual devemos estar constantemente alertas e vigilantes.

Compreendendo a Batalha Espiritual

Todos os cristãos devem conscientizar-se de que estão envolvidos numa guerra contra as hostes do mal, que habitam nas regiões espirituais (Efésios 6.12). Todo cristão deve saber que sua vida com Cristo é um campo de batalha. E como essa guerra é travada somente em nível espiritual, não é possível enxergá-la com nossos olhos carnais, mas somente pelos olhos espirituais. Apesar de ser uma guerra invisível, se observarmos o que se passa neste mundo, é possível notar que ela é bem real e ativa. Se ligarmos a TV por alguns momentos, observaremos um mundo alheio a Deus e dominado pelo mal, isto é reflexo direto da ação de satanás na vida das pessoas.

Como podemos notar, existe uma batalha espiritual em andamento nas regiões celestiais. E todos os homens, conscientemente ou não, diretamente ou indiretamente, participam desta batalha. Por isso devemos tomar as armas que Deus nos oferece para que assim não sejamos derrotados. O “x” da questão é que a verdadeira guerra que devemos travar não é contra “carne e sangue”. Isto quer dizer que não adianta guerrearmos uns contra os outros, pois a real guerra que devemos travar não é humana, mas espiritual. Os homens devem mudar o foco e guerrear contra o verdadeiro inimigo: satanás. Devemos unir forças para guerrear usando o poder espiritual que Jesus nos concedeu, desfazendo as obras do mal em nossas famílias e na vida das pessoas com as quais convivemos.

Para enfrentarmos as batalhas diárias, devemos pedir ao Espírito Santo que nos “vista com a armadura de Deus” para que possamos neutralizar as setas malignas que são disparadas constantemente contra nós e nossas famílias. O apóstolo Paulo nos mostra a lista dessas armas e acessórios (Efésios 6.10-18):

1- O cinturão da verdade (vers. 14).
2- A couraça da justiça (vers. 14b).
3- Os sapatos da pregação do evangelho de Cristo (vers. 15).
4- O escudo da (vers. 16).
5- O capacete da salvação (vers.17).
6- A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (vers. 17b).

Se observarmos toda a lista de Efésios 6.10-18, perceberemos que temos disponível outra importante e poderosa arma para usarmos na guerra espiritual. O uso desta arma é fundamental no campo de batalha em que estamos inseridos. Esta arma chama-se: oração (vers. 18). Devemos fazer orações não somente a nosso favor, mas também em favor das pessoas que conhecemos e que se encontram presas a uma vida destrutiva e contrária a vontade de Deus, escravizados por espíritos malignos. Devemos usar a oração como “arma de ataque” para que o poder de Deus possa operar através de nós. Sem uma vida de oração não haverá vida espiritual vitoriosa (Colossenses 4.2).

Os três maiores inimigos dos cristãos

Na guerra espiritual, todos os cristãos enfrentam três grandes inimigos: o mundo, a carne e o diabo (Efésios 2.1-3). O “mundo” refere-se ao estilo de vida pecaminoso que podemos observar ao nosso redor, que se opõe diretamente a Deus e Seus padrões de conduta. A “carne” são as vontades corrompidas de nosso corpo, ou seja, é a natureza humana pecaminosa, que por si só é incapaz de agradar a Deus e obedecer-Lhe (Romanos 8.7,8). A “carne” é a nossa natureza pecaminosa decaída, herdada de Adão (Romanos 5.12).

Quem é o diabo (ou satanás)?

O “diabo” é o principal inimigo dos homens. Ele é o líder das hostes malignas, o primeiro a se rebelar contra Deus, ainda antes de o homem ser criado. O diabo possui vários nomes (satanás, belial, belzebu, etc.). Cada nome que a Bíblia lhe dá significa uma característica de sua personalidade. A palavra “diabo” significa “acusador”. Essa é uma das suas principais características, o diabo nos tenta a pecar e depois nos acusa diante de Deus, para que soframos a condenação. “Satanás” significa “adversário”, pois ele é inimigo de todos os homens, tentando prendê-los a uma vida destrutiva e pecaminosa (2 Timóteo 2.26). Jesus disse que Satanás age com um tríplice propósito: matar, roubar e destruir (João 10.10).

O diabo é chamado de “tentador” e “homicida” (Mateus 4.3; João 8.44). A Bíblia compara o diabo a um leão que ruge, que anda ao derredor procurando “brechas” na vida dos que não se submetem a Deus, para levá-los a destruição (1 Pedro 5.8). Ele também é comparado a uma serpente devido a sua astúcia, malícia e sagacidade (Gênesis 3.1). A Bíblia também diz que às vezes o diabo se disfarça de “anjo de luz”, isto é, se disfarça de servo de Deus para enganar os cristãos imaturos, que ainda não estão bem alicerçados na Palavra de Deus (2 Coríntios 11.13-15).

O diabo também é citado na Bíblia como “o deus deste século” (2 Coríntios 4.4), isso porque ele trabalha cegando o entendimento das pessoas para que elas não compreendam a verdade revelada por Cristo, e jamais venham a entregar-se a Deus. O conhecimento da verdade conduz a aproximação dos homens a Deus, por isso que as hostes do mal trabalham arduamente para que as pessoas permaneçam longe da verdade de Sua Palavra. Jesus disse que quando as pessoas conhecem a verdade de Deus revelada por Ele, o diabo passa a perder sua força espiritual sobre elas, e isso significa o início de sua derrota (João 8.32,36). É por isso que a verdade tem o poder de nos libertar.

Ao diabo foi permitido controlar aqueles que estão alheios a Deus (Efésios 2.2,3). O apóstolo Pedro disse: “Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno” (1 João 5.19). Aqueles que não se submetem ao Senhorio de Cristo, que seguem o “mundo” e o seu estilo de vida pecaminoso, automaticamente fazem do diabo o seu mestre. O apóstolo João disse que não há como seguir o estilo de vida mundano e amar a Deus ao mesmo tempo (1 João 2.15-17). Inevitavelmente temos que fazer uma escolha, segundo o apóstolo Paulo não há como se assentar à mesa do diabo e à de Deus a um só tempo (1 Coríntios 10.21). Esta decisão determinará a quem servimos realmente.

O texto de Efésios 6 indica a existência de um exército de criaturas demoníacas que ajudam satanás em seus ataques contra os homens. A Bíblia dá a entender que um terço dos anjos criados por Deus caiu junto com satanás, na sua rebelião contra Deus (Apocalipse 12.4). Constantemente o diabo age tentando jogar uns contra os outros, pais contra filhos, maridos contra esposas. Ele aprisiona muitas pessoas na vida pecaminosa, provocando destruição de vidas. Satanás possui um exército organizado, que trabalha incansavelmente para realizar seus propósitos diabólicos.

Os cristãos devem vestir suas armaduras e lutar!

As instruções do apóstolo Paulo nos mostram que o diabo é um inimigo forte e poderoso (Efésios 6.10-12) e que precisamos do poder de Deus para enfrentá-lo e derrotá-lo. O apóstolo Tiago nos dá a dica de como vencê-lo: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4.7). A obediência é a chave para neutralizarmos a ação do diabo. Quando o cristão se submete a Deus, obedecendo a Sua Palavra, o diabo fica sem ação, impotente de nos fazer pecar. O diabo pode até nos tentar, mas é só, pois ele não pode nos obrigar a desobedecer a Deus. Se o fizermos é porque queremos, pois Deus oferece a todos o direto de escolha (livre arbítrio).

Não devemos jamais subestimar a astúcia e o poder do diabo, ele está sempre tentando nos fazer pecar, armando-nos armadilhas constantes. Uma de suas características é a persistência. Jesus acusou o diabo de ter se rebelado contra Deus, e chamou-lhe de assassino, de mentiroso e pai da mentira (João 8.44). Por isso devemos usar a Palavra de Deus como escudo de proteção contra as suas ciladas. Esta é a única forma de não cairmos na mesma condenação do diabo, pois ele já foi julgado e aguarda a execução de sua sentença. Este dia já foi determinado por Deus, mas não revelado aos homens (Mateus 24.42; Apocalipse 20.10).

Portanto, devemos permanecer sóbrios e vigiar, lembrando que somente Deus pode nos proteger do maligno. A Bíblia revela que o fim de todas as coisas está próximo (1 Pedro 4.7). Jesus voltará para buscar os fiéis (1 Tessalonicenses 4.16,17). Aqueles que conscientes ou inconscientemente seguem ao diabo, permanecendo rebeldes a Deus devem arrepender-se e crer no evangelho! Aqueles que crerem nas Palavras de Jesus serão vitoriosos, pois somente Ele nos concede poder e autoridade sobre as hostes malignas. Deus promete ser um Pai zeloso a todos os que entregam suas vidas em Suas mãos, nos protegendo de todo o mal e nos cobrindo com o Seu cuidado paternal.


“Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”
(1 João 3.8).

“E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”
(1 João 5.20).

Jesus disse: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”

(João 8.36)

Igor Chastinet.

domingo, 24 de agosto de 2008

O Evangelho da Avareza e os Ministros da Riqueza

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)


“E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas...”.
(2 Pedro 2.2,3)

Como podemos ler acima, a Bíblia já nos alertava para o fato de que, no decorrer dos séculos, haveria certos líderes religiosos que usariam a fé para lucro pessoal. O apóstolo Pedro revelou que tais líderes seriam movidos pela ganância e não pelo amor à Palavra de Deus. Vemos que nesta profecia bíblica foi revelado também que muitas pessoas seguiriam esses líderes corruptos, que se disfarçariam de homens de Deus. Estes “servos de Deus” usariam palavras fingidas para enganar o povo, e seus verdadeiros objetivos e ensinamentos seriam movidos pela avareza (amor ao dinheiro) e não pelo amor genuíno as pessoas e suas necessidades espirituais.

Nos últimos anos iniciou-se um movimento religioso em algumas igrejas evangélicas que tem atraído muitas pessoas, de várias religiões. Tal movimento é conhecido como a “teologia da prosperidade”, mas bem que poderia chamar-se também de “o evangelho da avareza”. Isto porque é possível notar que seus líderes substituíram o genuíno evangelho de Jesus, contida nas Escrituras Sagradas, por um culto exacerbado ao dinheiro. Devido à avareza de seus ministros, em certo momento de suas reuniões, não é possível distinguir se eles estão promovendo um culto a Deus ou um leilão da fé. Em seus “cultos”, eles costumam bradar em alta voz para o povo: “quem vai dar 1000 reais agora?”. Incrivelmente, esses líderes conseguem fazer com que alguns fiéis ofertem quase tudo o que possuem.

A Bíblia revela que a oferta na casa de Deus deve ser dada voluntariamente, e não por intimidação. Também não se pode estipular o valor da oferta, pois ela deve ser dada com alegria no coração (2 Coríntios 9.7). Os mestres avarentos ensinam que quanto maior for o valor financeiro envolvido na oferta, maior será a aprovação de Deus. Por outro lado, Jesus demonstrou que a quantia não significa nada, mas sim o sacrifício de amor envolvido nela (Marcos 12.41-44). Vemos que estes ministros avarentos não seguem os ensinamentos deixados por Jesus, por isso caem no erro.

Os líderes religiosos desse movimento podem ser chamados de “os ministros da riqueza”. Tais líderes assemelham-se bastante aos Fariseus, que foram líderes religiosos da época de Cristo, os quais eram extremamente avarentos, e criam que a riqueza era um sinal determinante do favor de Deus. Esses líderes também criam que a pobreza financeira era sinal de falta de fé, exatamente como os ministros da riqueza de hoje. Muitos deles têm a audácia de afirmar isto em tom sarcástico e desafiante, para todos ouvirem.

Os horários que estes ministérios da prosperidade compram na TV estão repletos de imagens de pessoas dirigindo seus carrões e vivendo em suas mansões, como se a principal missão de Jesus fosse deixar o homem milionário. Eles afirmam ainda que se alguém passa por dificuldades financeiras, é porque não tem fé. Isto é um grave insulto ao povo brasileiro, que é um povo trabalhador e que confia em Deus. É bem verdade que a Bíblia revela que Deus prospera Seus filhos, porém também revela que o dinheiro não é tudo, pois quando partirmos, não poderemos levar nada deste mundo (1 Timóteo 6.7). Não é sábio colocarmos nossa confiança em algo corruptível, que as traças roem (Mateus 6.20).

O que a Palavra de Deus realmente revela?

Jesus Cristo, o Filho de Deus, ensinou que devemos buscar a Deus em primeiro lugar, e certamente Ele nos acrescentará as coisas necessárias a nossa vida diária. Jesus enfatizou: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Mas quais são “todas estas coisas” que Jesus se referiu? Se observarmos o contexto bíblico, veremos que Jesus referia-se a vestimenta, alimentação e moradia (Mateus 6.31). São as necessidades básicas que Deus garante suprir de Seus filhos, e o que passar disso, entra na esfera da vontade direta de Deus, de acordo com Seus propósitos para cada um (1 Timóteo 6.17-19). Mas, infelizmente, não é isso que os “ministros da riqueza” ensinam com seus evangelhos distorcidos. Eles ensinam aos cristãos buscarem as bênçãos de Deus, e não o Deus da benção. Pregam um evangelho de interesses ocultos.

Em Sua Palavra, Deus jamais promete nos livrar de todos os revezes na vida. O apóstolo São Paulo, um homem de fé inabalável, disse: “... em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.12,13). Apesar das dificuldades que enfrentamos, Deus nos promete ajudar, mas Ele quer que nos contentemos com aquilo que Ele nos proporciona no momento (1 Timóteo 6.8). Não devemos ser gananciosos. Deus ensina o cristão a viver pela fé, e não pela visão (2 Coríntios 5.7). O cristão vive acima das circunstâncias.

Deus jamais abandona Seus filhos, mesmo nas horas mais difíceis. Pelo contrário, Ele espera que clamemos por Sua ajuda (Jeremias 33.3), para que nossa confiança Nele aumente (Tiago 1.3). Assim como o ourives trabalha no ouro, usando o fogo para retirar suas impurezas, Deus trabalha em nós. Deus nos prova para purificar a nossa fé (1 Pedro 1.7). Deus nos capacita a reagir diante das situações, e se permanecermos fiéis, Ele nos livrará e mostrará uma saída. A vida cristã envolve obediência a Cristo mesmo diante das dificuldades e tentações. Deus garante que fará o bem surgir de todas as dificuldades que Seus filhos passarem (Romanos 8.28).

Muitos cristãos, por estarem seguindo estes ministros corrompidos, estão aprendendo que devem esperar as bênçãos de Deus somente nesta vida. O apóstolo São Paulo disse: “Se esperarmos em Cristo somente nesta vida, seremos os mais miseráveis dos homens” (1 Coríntios 15.19). É essa vida espiritualmente miserável que os mestres do “evangelho da avareza” ensinam. Porém, Jesus revelou que o maior milagre que Deus quer realizar em nossas vidas é o milagre da SALVAÇÃO e a VIDA ETERNA (João 3.16). Deus não poderia nos presentear com algo maior.

A Palavra de Deus revela que não receberemos o melhor de Deus nesta terra, mas somente na nova terra que Ele já preparou para Seus filhos fiéis (João 14.2; Apocalipse 21.1-4). Somente receberemos o melhor de Deus na eternidade, onde Ele nos dará uma vida plena, diferente desta vida sofrível que vivemos neste mundo atual. A Bíblia revela que nem mesmo em nossos mais profundos devaneios, não teríamos a capacidade de imaginar as coisas que Deus tem preparado para aqueles que O amam (1 Coríntios 2.9). A mente humana não consegue alcançar todas as maravilhas que Deus reserva para os cristãos fiéis, que tomam a sua cruz e seguem a Jesus.

A banda podre da Igreja: Jesus já nos advertiu contra os falsos mestres

Aqueles que confiam em Jesus, não se escandalizam com estes falsos ministros de Deus. Isso porque Jesus já havia nos advertido contra os falsos servos de Deus, que iriam distorcer Seus ensinamentos para justificar seus modos de vida. Jesus disse: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7.15). Muitas pessoas deixam de entregar suas vidas a Jesus por causa do repúdio que sentem por esses líderes. Porém Jesus nada tem a ver com isso. Jesus jamais ensinou este evangelho avarento, pois o amor ao dinheiro é idolatria (Efésios 5.5). A idolatria é algo abominável a Deus e diabólico. O próprio Jesus alertou que o aparecimento dessas pessoas seria uma realidade em Sua Igreja. Por isso que devemos confiar somente na Palavra de Deus, que nos alerta e previne contra o engano de homens corrompidos e desviados da verdade (2 Coríntios 11.3,4; Gálatas 1.6-8). Jesus disse que a Palavra de Deus nos liberta do engano dos homens (João 8.32).

Evidentemente que estes líderes não são cristãos verdadeiros. O apóstolo Paulo revelou que o próprio Satanás se disfarça de ministros de Deus para enganar as pessoas: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça” (2 Coríntios 11.14). Porém, não é sensato generalizar, porque o remanescente fiel sempre existiu na Igreja de Cristo e sempre existirá até o dia do julgamento final, dia em que todos os homens serão julgados (2 Coríntios 5.10). A Bíblia revela que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus (Romanos 14.12). Por isso não adianta generalizar, pois aqueles que não se converterem, igualmente serão condenados (Lucas 13.3). Sem Cristo não há esperança de salvação.

Jesus também falou sobre o “joio”, que é a parte podre da Igreja. Jesus garantiu que os tais, que não são cristãos verdadeiros, seriam lançados na fornalha de fogo no dia do juízo final (Mateus 13.41,42). E terrível coisa é cair nas mãos do Deus Vivo (Hebreus 10.31). O apóstolo Pedro revelou o destino final dos mestres corruptos, que zombam de Deus: “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva” (2 Pedro 2.17). Certamente estes não estarão numa situação favorável diante de Deus no dia do julgamento. A justiça divina é perfeita e imparcial. Deus não faz distinção de pessoas, e a despeito de posição social e financeira, tudo o que o homem plantar, isso colherá (Gálatas 6.7).

Ao mesmo tempo em que Jesus condenou os falsos profetas (joio), Ele também falou sobre os verdadeiros servos de Deus. Jesus os classificou como “trigo”, isto é, a parte boa de Sua Igreja, aqueles que permanecem incorruptíveis. Estes possuem temor a Deus. Apesar da corrupção moral e financeira ser bastante evidente nas igrejas da atualidade, ainda existe os verdadeiros servos de Deus, que apascentam as ovelhas de Jesus com amor, seguindo e pregando a verdade (Efésios 4.15). Estes não enganam, pois temem verdadeiramente ao Senhor.

Avareza: o atalho mais rápido para a perdição

O dinheiro, em si, não é mau. A Bíblia não diz em parte alguma que o dinheiro é perigoso, mas revela que o “amor ao dinheiro” é motivo de perdição para muitos: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6.10). E é justamente isto que os ministros da riqueza fazem, amam o dinheiro e ensinam as pessoas a amá-lo também. A cobiça pelo dinheiro leva muitas pessoas a se desviarem da fé verdadeira, pois domina e escraviza o coração. Por isso que muitos servos de Deus começam sua caminhada cristã com sinceridade, porém se deixam enganar pela sedução das riquezas.

Justamente por isso que Jesus disse que não se pode servir a dois senhores (Mateus 6.24), porque se nos dedicarmos a um, automaticamente desprezaremos ao outro. É possível servir a Deus e ter dinheiro, porém não há como servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Se não tivermos cuidado, a dedicação ao acúmulo de riquezas pode sufocar a nossa fé e corromper o nosso caráter. Por isso que a Palavra de Deus nos alerta várias vezes contra o perigo do amor ao dinheiro. Jesus também disse que onde está o tesouro do homem, ali está o seu coração (Mateus 6.21). Se fizermos do dinheiro o nosso tesouro, certamente é nele que estará o nosso coração. Como vimos antes, Jesus nos ensinou a colocar os nossos corações em Deus, e Ele suprirá todas as nossas necessidades mais profundas (Mateus 6.33).

A avareza é um pecado perigoso, pois facilmente conduz a outros pecados, como a mentira e a desonestidade. Jesus disse: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lucas 12.15). O valor de uma pessoa não consiste no valor de seus bens. Esse ensinamento pode ser ridicularizado por alguns que amam o dinheiro. E Infelizmente essa foi a reação de alguns líderes religiosos diante das Palavras de Jesus (Lucas 16.14). Curiosamente, os “ministros da riqueza” fazem o mesmo. Igualmente zombam dos verdadeiros servos de Deus, que combatem a exagerada “teologia da prosperidade” e pregam a verdade revelada na Palavra de Deus, mesmo que não seja popular e agradável (Gálatas 1.10). Mais importa obedecer a Deus (Atos 5.29).

Diante dessa triste realidade, os cristãos verdadeiros não devem perder o ânimo de buscar e servir ao verdadeiro Deus, o Pai de Jesus Cristo, que nos ama de tal maneira que sacrificou Seu próprio Filho para nos livrar de Sua ira justa contra um mundo tão perverso e rebelde a Sua vontade (Romanos 5.9). Devemos confiar somente na Palavra de Deus, assim estaremos seguros e não seremos mais meninos nas questões de fé (Efésios 4.14). Ao aceitarmos Jesus, podemos não nos tornar milionários, mas aqueles que aceitam tomar a cruz e seguí-Lo (Marcos 8.34), certamente encontrarão a verdadeira riqueza, a riqueza espiritual, as quais Deus nos dará na eternidade:

“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”.
(1 Coríntios 2.9)


Igor Chastinet.

sábado, 14 de junho de 2008

Apocalipse: Os Sinais do Fim do Mundo

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)


Jesus disse: “Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares.”
(Mateus 24.6)

Jesus disse isto há cerca de 2000 anos. Alguém arriscaria dizer que tudo isto não está acontecendo? Jesus citou todas estas calamidades logo após os apóstolos lhe questionarem sobre quais seriam os sinais que precederiam o fim do mundo, uma pergunta muito natural até mesmo nos dias atuais. Muitas pessoas têm esta mesma curiosidade e também se perguntam sobre os sinais do apocalipse, ou seja, os sinais do fim do mundo. Este tema tornou-se polêmico em todo o mundo, por isso o assunto tem despertado bastante interesse nos produtores de cinema. Então, nada mais natural que os discípulos de Jesus também desejassem saber sobre algo tão intrigante. Por isso resolveram perguntar a Jesus. E como podemos ler, a resposta de Jesus foi realmente espantosa. Creio que os discípulos ficaram boquiabertos com as revelações do Senhor.

Um dos sinais citados por Jesus são as guerras (nação contra nação, reino contra reino). Sabemos que muitos homens justificam a guerra com o pretexto de buscar a paz. Mas a verdadeira paz não se consegue pelo uso da violência. Com certeza essa não é a vontade de Deus (Mateus 5.39). A paz que o homem tanto busca é uma utopia, ou seja, nunca será alcançada. Isso porque Jesus declarou: “Tudo isto será apenas o início das dores” (Mateus 24.8). Jesus falou que todos estes sinais são apenas o começo de algo ainda pior: “Porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será” (Mateus 24.21). O mundo passará por uma aflição jamais vista em toda a sua história. Esta declaração derruba qualquer pretexto humano para justificar as guerras.

Jesus concede a Sua paz para todos aqueles que O buscam em oração. Jesus nos disse minutos antes de concluir Seu propósito na terra: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27). Jesus quis dizer que a paz que o mundo busca não é a mesma paz que Ele quer nos oferecer. A paz que Jesus oferece é uma paz independente da ação humana. É a paz em meio a guerras, tribulações e adversidades. Por exemplo, o apóstolo Paulo orou e cantou louvores a Deus numa prisão, mesmo tendo sido encarcerado injustamente (Atos 16.25). Não que Paulo estivesse contente pelo seu infortúnio, mas a atitude de Paulo revela a paz que o Espírito Santo pode conceder ao cristão nas circunstâncias mais difíceis. A paz que Paulo sentiu naquela difícil situação devia-se ao fato de que ele sabia que Deus está sempre no controle, e costuma intervir em favor de Seus servos (Salmo 34.19), tanto que o Senhor o livrou miraculosamente daquela situação (Atos 16.26).

A paz interior que Paulo sentiu quando preso é uma demonstração clara de como o Espírito Santo age na vida do cristão que ora e confia no Senhor (1 Pedro 3.12). A paz do cristão fiel não depende de situações externas, mas sim da certeza de que ele está vivendo para agradar a Deus, mesmo que isto importe em perseguição. Jesus e os apóstolos disseram que as perseguições são inevitáveis (Mateus 5.11,12; 2 Timóteo 3.12). A paz que Jesus oferece é a paz que Paulo experimentou na prisão, é a paz que o entendimento humano é incapaz de compreender. A paz de Deus pode ser alcançada por qualquer cristão, através da oração: “Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração... e a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6,7). A paz de Deus não é algo racional, porque não provém da mente, mas do Espírito. Para o cristão a paz de Deus é a certeza de que tudo está bem entre ele e seu Pai celestial. Esta é a paz verdadeira, a paz interior, a qual somente Deus é capaz de proporcionar.

Quando o homem se entrega a Jesus ele não deve se preocupar demasiadamente com as terríveis coisas que estão acontecendo no mundo (Mateus 6.34), isso porque não há como controlar estes eventos, além disso, tudo isto já foi previsto por Deus. Não que Deus seja o causador dos males que atingem a humanidade, nem os males naturais e nem tão pouco as desgraças sociais. Mas tudo isso acontece devido à natureza egoísta e autodestrutiva do homem, pois muitos têm condições e oportunidades de ajudar ao próximo, porém nada fazem. O mundo está como está justamente porque os homens estão distantes de Deus e de Seus padrões de comportamento. Por isso os homens fazem guerra. Porém, a Bíblia revela que Deus destruirá todos aqueles que destroem a terra (Apocalipse 11.18).

Este mundo em que vivemos está dominado pelo pecado e será destruído no dia da ira de Deus. Segundo a Palavra de Deus, o mundo será destruído com fogo: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão” (2 Pedro 3.10). É impossível que Deus minta (Hebreus 6.18). E não há nada que possamos fazer para que Deus mude de idéia (Números 23.19), pois é o próprio homem e que faz suas escolhas, Deus apenas as aceita. Jesus já nos alertou que todos estes sinais não deve ser motivo de preocupação. Isto porque a paz dos cristãos vem de Deus, e não dos homens. É uma paz diferente, que só é possível para aquele que possui o Espírito Santo através da conversão a Cristo.

Assim como está escrito, Jesus voltará como um ladrão, ou seja, numa hora que ninguém espera. Depois que Jesus levar para si todos aqueles que foram fiéis a sua palavra (1 Tessalonicenses 4.16,17), virá o dia da ira de Deus, revelado como o Dia do Senhor. A ira divina será desferida contra os homens inconversos, que insistem em continuar agindo contra a Sua vontade revelada em Sua Palavra (Apocalipse 6.17). Por isso devemos buscar conhecer e meditar diariamente nas Escrituras, pois elas são o alimento do nosso espírito. A Bíblia é a bússola que aponta o caminho da salvação (2 Timóteo 3.15).

Somente aqueles que se arrependerem e se entregarem a Jesus serão poupados da ira de Deus. Os verdadeiros cristãos serão colocados sob as asas de Deus: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.9). O destino dos cristãos não é a ira de Deus, mas a salvação da justa condenação que antes merecíamos por nossos erros. Mas aquele que aceita o presente de Deus (Seu Filho) estará fora de condenação (Romanos 8.1,32). Estes passaram da morte para a vida, das trevas para a luz (1 Pedro 2.9,10).

As pessoas precisam dar mais importância as Palavras que Jesus revelou. Algumas pessoas vivem num perigoso auto-engano. Muitos se consideram cristãos, quando nem sequer reconhecem seus erros diante de Deus e nem buscam corrigi-los. Poucos buscam o perdão através de Jesus. Está cada vez mais raro encontrar pessoas que realmente entendem o plano de Deus, isto é, que são pecadoras e necessitam viver em santidade para serem poupados da ira divina. Segundo os padrões de Deus, o verdadeiro cristão é imitador da vida de Jesus: “Aquele que afirma permanecer nele (Jesus) deve também viver como ele viveu” (1 João 2.6). Muitos se intitulam cristãos, mas não se interessam realmente por Jesus, pois vivem na imundícia. As pessoas dizem que O tem no coração, mas não gostam de ouvir sobre Ele.
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Os verdadeiros cristãos devem levar um padrão de vida diferente das pessoas que não conhecem Jesus. Como o próprio Jesus disse, o cristão deve o sal e a luz do mundo (Mateus 5.13-16). Os cristãos, com seu modo de viver, devem iluminar as trevas ora tão evidentes no mundo e dar-lhe um novo gosto. Os cristãos devem viver uma vida moralmente superior aos pagãos, que não tem compromisso com Deus. O verdadeiro cristão deve agir de tal modo que consiga influenciar as pessoas a perceberem que obedecer a vontade de Deus é a decisão mais sábia a se tomar.

Segundo a Bíblia, o mundo será destruído juntamente com todos aqueles que desprezam o amor de Deus por não se aproximarem de Jesus. A única forma para o homem escapar da ira de Deus é o ARREPENDIMENTO E CONVERSÃO. A Bíblia declara: “O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam” (2 Pedro 3.9). Deus está sendo paciente somente para que todos tenham tempo de se arrepender, aproximar-se Dele para que sejam transformados pelo Seu amor.

O apóstolo São Pedro, perante uma multidão de cinco mil pessoas, declarou: “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados” (Atos 3.19). Mas o que significa “se converter”? Conversão significa mudança de rumo, ou seja, significa tomar uma nova direção, buscando viver segundo os padrões que Deus estabeleceu em sua Palavra. Devemos crer no evangelho (mensagem) de Jesus, pois Ele disse: “Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1.15). Jesus é a única solução que Deus encontrou para salvar o homem da destruição que o pecado causa na vida das pessoas. O pecado é o principal motivo e o grande causador do “vazio” que o homem sente em seu interior.

Jesus disse que Sua missão é nos dar uma vida melhor: “Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância” (João 10.10). Jesus nos oferece uma vida diferente, uma vida realmente abundante! Jesus diz para todos os que estão cansados de um mundo cruel, injusto e hostil: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Jesus aceitará todos aqueles que se arrependerem e se entregarem a Ele. Jesus está esperando pelos que se sentem oprimidos por este mundo mau, e deseja cobri-los com Sua paz celestial é preparará um lugar especial na eternidade (João 14.2). Aqui está um dos versículos mais conhecidos da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Poucos percebem realmente o quanto Deus nos ama.

Deus mostrou o seu infinito amor ao enviar seu único Filho para morrer por nós, mesmo que todos nós sejamos pecadores: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). A salvação é um dom gratuito de Deus. Mas como tudo o que é gratuito, temos que estender as mãos para recebê-la. Ninguém poderá fazer isso em nosso lugar. Cabe então a cada um aceitar ou rejeitar tão grande ato de amor. Devemos refletir e pensar. Em meio a tantas guerras e tribulações Jesus é onde podemos encontrar descanso e PAZ. Jesus nos diz:

“NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas... Vou preparar-vos lugar”.
(João 14.1,2)

Igor Chastinet.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A Corrida Celestial: O Esporte do Cristão

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis”.
(1 Coríntios 9.24)

Estas palavras foram escritas pelo apóstolo Paulo, o maior missionário da história da igreja de Jesus Cristo. Mas a que será que ele estava se referindo? Podemos dizer que Paulo estava se referindo à corrida celestial. Paulo estava comparando a nossa vida cristã a uma corrida. Poderíamos até chamá-la de “Corrida de São Celeste”. Todo cristão que intenta alcançar o prêmio da eternidade deve inscrever-se e participar dessa corrida. Paulo fez uma analogia a uma corrida olímpica, a qual já era realizada naquela época.

Sabemos que numa corrida, apesar de haver muitos corredores, apenas um leva o prêmio maior. Mas na corrida cristã é diferente, pois todos podem levar o prêmio, contanto que todos se esforcem para chegar até o fim (Mateus 24.13). Jesus disse que na casa de Deus há muitas moradas (João 14.2). Jesus quis dizer que na eternidade há lugar para todos. A intenção do apóstolo Paulo ao escrever o versículo-chave acima foi de nos alertar sobre a importância da dedicação à vida cristã. Assim como um corredor se prepara para uma corrida, os cristãos devem se esforçar ao máximo para alcançar a vitória final: a salvação.

Sabemos que um corredor precisa se preparar para a corrida. Isso quando ele quer se sair bem na prova. Muitas vezes o competidor tem que deixar de fazer aquilo que lhe agrada para que consiga atingir seu alvo. Tudo isso somente porque ele tem uma meta a ser atingida. Assim também deve ser o cristão. Ele deve abster-se de todos os hábitos que atrapalhariam o seu relacionamento com Jesus. É preciso tomar a cruz agora (Marcos 8.34), para que somente depois que Jesus retornar, possamos trocá-la por uma coroa.

As Escrituras revelam: “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível” (1 Coríntios 9.25). Podemos perceber que todo corredor luta para alcançar uma “coroa” ao fim da prova. Mas a “coroa” deste mundo é uma “coroa” corruptível, ou seja, que não dura muito tempo. Mas a coroa celestial, que nós cristãos buscamos, é uma coroa eterna, a qual é incorruptível; que nunca se acabará. Receberemos essa coroa das mãos do próprio Jesus!

Mas para que alguém possa sair-se bem na corrida celestial, é necessário que siga o que está escrito a seguir: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão...” (1 Coríntios 9.27). Assim como na vida de um atleta deste mundo, também é necessário haver renúncia na vida cristã. Para alcançar a coroa incorruptível, temos que treinar nosso corpo para servir a Jesus, e fazer isso com alegria. O apóstolo Paulo tem algo a nos ensinar: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15.58). O trabalho cristão nunca será em vão, pois Cristo promete a recompensa.
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O apóstolo Paulo, no fim de sua vida cristã declarou com muita alegria e esperança: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4.7,8). O apóstolo Paulo possuía a verdadeira fé cristã, pois cria que Jesus estava guardando o seu prêmio. Todo cristão deve se dedicar a tal ponto que no fim de suas vidas possam olhar para Jesus e declarar o mesmo que este abençoado e dedicado servo de Jesus Cristo.

A coroa da vida já está preparada por Jesus, mas será entregue apenas para aqueles que o amam, obedecem e esperam o seu retorno. Jesus nos diz: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2.10). Jesus entregará essa gloriosa coroa somente para aqueles que forem fiéis as suas palavras. Aqueles que se mantiverem firmes até o FIM. Jesus também diz: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mateus 24.13). Vemos que aqueles que abandonam a corrida antes do fim não terão recompensa. Nenhum corredor jamais recebeu um prêmio sem antes ter atingido a linha de chegada! Jesus fez um alerta para TODOS os cristãos. E esse não é o único que Ele fez.

O apóstolo Paulo foi um exemplo para nós. Ele nos instrui a seguir seu exemplo quando diz: “Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar” (1 Coríntios 1.26). Devemos correr, não de modo incerto, mas de modo firme e perseverante. Devemos correr de tal modo que alcancemos o alvo. Para isto devemos fazer um exame diário de nosso relacionamento com Jesus. Devemos nos perguntar: Como está a minha vida espiritual? Estou alimentando o meu espírito através da leitura da Palavra de Deus? Estou conversando com Jesus freqüentemente? Estou buscando produzir coisas boas para Deus?

Devemos fazer um auto-exame regularmente. O apóstolo Paulo nos faz um último alerta quando diz: “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Coríntios 13.5). Assim como nós precisamos fazer exames de rotina para avaliarmos a nossa saúde física, também é necessário fazermos exames espirituais periódicos. Só que o médico que nós devemos consultar é Jesus Cristo!

Vemos em todas as palavras e versículos bíblicos que foram mencionados acima que devemos nos dedicar a vida cristã. Somente desta forma encontraremos o caminho da vida eterna, passando pela porta estreita (Mateus 7.13,14). Muitas pessoas dizem que já aceitaram Jesus. Dizem até que o tem no coração desde que nasceram. Mas será que isto é suficiente? Será que palavras vazias são suficientes para Jesus? Será que Ele não exige obediência? Deixarei que essas perguntas sejam respondidas por Jesus.

Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra... Quem não me ama não guarda as minhas palavras...”.
(João 14.23,24)


Que deus abençoe a todos! Amém.

Igor Chastinet.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Mundo, os Homens e a Juventude Atual

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)


“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”
(1 João 2.15))


A Bíblia revela que os homens não devem amar o “mundo”. Mas quando a Palavra de Deus usa o termo “mundo” não está se referindo a natureza, a qual foi criada por Deus, pois devemos usufruir e zelar por ela. Mas este termo refere-se ao sistema de vida corrupto e destrutível, tão evidente nos costumes mundanos desta era atual. Amar o mundo significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus. Forças malignas contrárias aos padrões de Deus atuam no mundo mantendo as pessoas longe da vontade de Deus. Só Jesus pode libertar o homem do efeito destruidor do pecado.

Algumas pessoas, principalmente os jovens dizem: “o pecado não existe, é algo inventado pelos homens...”, e outros dizem: “eu não tenho pecados...”. Estes ainda estão enganados em relação a si, e insistem que estão levando uma vida normal e saudável. Está escrito: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1.8). Todos os homens pecam, não há exceção (Romanos 3.23). Por isso que todo aquele que diz não ter pecados engana-se a si mesmo. Esta afirmação em si mesma já é um pecado, pois trata-se de uma mentira.

Mas o que mais a Bíblia nos revela? A Bíblia ainda revela que aquele que diz que não tem pecados, chama Deus de mentiroso: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1.10). Além de ser pecado negarmos que somos pecadores, aquele que profere tal mentira demonstra claramente que a palavra de Deus ainda não alcançou o seu coração. O tal corre sério risco de ser condenado.

Como já foi dito, a Bíblia revela que os homens não devem amar o mundo (1 João 2.15). Não há como alguém amar os prazeres do mundo e amar a Deus ao mesmo tempo. Deus opõe-se ao estilo de vida impuro e pecaminoso, tão evidente nesta era. Esse estilo de vida é completamente oposto ao que Deus estabeleceu para o homem. Não porque Deus queira nos prender, mas para nos livrar das coisas que nos prejudicam, direta ou indiretamente. Aquele que prefere fechar os ouvidos aos conselhos de Deus trará sérias consequências maléficas para sua vida.

No caso dos jovens, amar o mundo significa entregar-se às “baladas” que são atividades onde eles se envolvem com pessoas descompromissadas com Deus. Significa participar de festas profanas e idólatras, as quais não são para a glória de Deus (1 Coríntios 10.31). Significa entregar-se aos vícios, pecados sexuais e a uma vida desregrada, regada com práticas que envolvem exageros e todo tipo impureza. Isso sem falar nas drogas, lícitas e ilícitas. Deus não aprova estas práticas pois elas levam os jovens a autodestruição. Todas elas são abominações a Deus. Satanás tem tido grande êxito ao prender muitos jovens numa vida destrutiva e fora dos padrões saudáveis.

No caso dos adultos, amar o mundo significa entregar-se ao adultério, ou seja, a infidelidade aos votos sagrados do casamento, que muitas vezes leva ao envolvimento com prostituição. A Bíblia adverte fortemente que aqueles que tais coisas praticam não herdarão o Reino de Deus (Gálatas 5.19-21). Satanás, o adversário de Deus e dos homens, tem conseguido destruir muitos casamentos prendendo os homens na prática mundana e pecaminosa. E infelizmente tem conseguido destruir muitas famílias. Jesus é o único que pode salvar o homem do resultado final do pecado: a ira de Deus.

Satanás é chamando na Bíblia de “o deus deste século”: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho” (2 Coríntios 4.4). Satanás tem agido no mundo cegando o entendimento das pessoas para que elas não entendam a vontade de Deus e assim não se convertam a Jesus.

É justamente por isso que a mensagem da salvação deve ser anunciada a todos, para que todos recebam a oportunidade da salvação. Milhares de missionários estão sendo enviados pelas igrejas a todas as nações do mundo. Jesus disse aos Seus discípulos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15). Aqueles que rejeitarem a mensagem da salvação, não se convertendo verdadeiramente ao Senhor, serão deixadas para trás no glorioso dia em que Jesus retornar para buscar a Sua Igreja (Mateus 24.46). Jesus voltará para buscar os que tiverem sido fiéis as suas Palavras, vivendo em santidade (1 Tessalonicenses 5.23). Por outro lado, os que ficarem para trás serão alvos da ira de Deus. O nosso soberano Deus não tolera a prática de uma vida mundana, pois é contra a Sua natureza santa (1 Pedro 1.15,16).

A pregação do evangelho da salvação é parte fundamental do plano de Deus. Mas por quê? Vejamos o que Jesus disse: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24.14). De acordo com esta declaração de Jesus, o fim do mundo virá logo após todos os povos da terra ouvirem a mensagem da salvação. Esta profecia não está longe de ser cumprida, pois o evangelho tem alcançado muitos povos na terra, até mesmo nos lugares mais remotos. Quando as palavras de Jesus se cumprirem, chegará o Dia da ira de Deus e o mundo testemunhará o seu fim. O julgamentos de Deus, revelados no livro do Apocalise, serão efetuados sobre os incorversos.

A nossa juventude precisa entender que a vida que Jesus tem a oferecer é muito melhor do que a vida que esse mundo corrompido oferece. Jesus nos oferece uma vida com “V” maiúsculo. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10.10). Jesus oferece uma vida próspera e cheia de vitórias, uma vida realmente abundante. Mas, do outro lado, o mundo oferece uma vida de destruição no casamento, nas famílias, e por fim na sociedade inteira. Basta ligarmos a TV e observaremos as obras de satanás na terra, que na maioria das vezes é muito sutil, mas sempre tão evidente! Recentemente, grandes tragédias naturais tem sido frequentes no planeta. Um exemplo ocorreu na Indonésia em 2004: o Tsunami. Tais tragédias já foram previstas na Bíblia, e Jesus disse que são apenas o "princípio das dores" (Mateus 24-6-8). Estes são claros sinais da veracidade das Palavras de Cristo.
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As forças satânicas estão trabalhando duro (Efésios 6.11), e suas intenções tem um triplo propósito: matar, roubar e destruir (João 10.10). É preciso que os jovens abram os olhos em relação à vinda de Jesus. Esse acontecimento é ignorado pela maioria, porém Jesus é o único meio para que possamos ser poupados da ira de Deus. Chegará o dia em que Deus se manifestará contra a rebeldia dos homens a Sua vontade e a rejeição de Seu Filho (2 Pedro 3.10; Apocalipse 6.16). A Bíblia diz que cada um de nós dará conta de nossos atos a Deus. É preciso que haja uma mudança de atitude da parte de todos os que ainda não seguem Jesus.

A salvação é um dom gratuito de Deus. Mas como tudo o que é gratuito, temos que estender as mãos para recebê-la. Jesus nos salvou com o seu próprio sangue. Aquele que rejeitar Jesus estará rejeitando a única forma que Deus encontrou para nos livrar de seu justo juízo. Jesus enfrentou a cruz por você e por mim. Ele te oferece perdão e vitória sobre o pecado e a morte. Mais que qualquer coisa JESUS NOS AMA. Ele nos dá a oportunidade da salvação, mas não pode tomar essa decisão em nosso lugar. Essa deve ser uma decisão consciente e voluntária. Porque não parar e aceitar a vontade de Deus? Confesse hoje mesmo Jesus com a sua boca, creia em seu coração e passe a seguí-Lo. Você receberá a graça de Deus como resposta e logo a sua vida será transformada para sempre.

“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.
(Romanos 10.9)

Igor Chastinet.

O Homem, a Tentação e o Pecado

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)


“Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça...”.
(Tiago 1.14,15)


Os versículos bíblicos acima descrevem exatamente a forma que o pecado é gerado na natureza humana. A tentação é um “desejo errado” de nosso corpo que dependendo de nossa reação pode vir a se tornar um pecado. O pecado apenas é imputado quando a tentação deixa de ser um “desejo corrompido” e torna-se, por fim, uma ação consciente. A natureza do homem tornou-se corrompida no momento em que este passou a ignorar e contrariar a vontade de Deus.

Existe um processo que envolve a consumação do pecado na natureza humana: a tentação, que é o desejo maligno que surge na mente humana; e o pecado, que é a concretização do desejo através do corpo. A tentação é o início do processo que pode envolver uma cadeia em série em direção ao ato pecaminoso. A tentação é gerada na mente, mas é somente no corpo que o pecado é realmente consumado. Por isso devemos ter cuidado com a aparência enganosa das coisas deste mundo.

O pecado é traiçoeiro porque por um breve momento nos traz algum prazer, mas suas conseqüências são graves. A prática do pecado paulatinamente leva a uma vida infeliz e vazia. A tentação vem de nossos maus desejos interiores, e não de Deus. A Bíblia revela: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta” (Tiago 1.13). Quando o homem é tentado, jamais poderá colocar a culpa em Deus, pois Deus é luz e não tem nenhum vínculo com as trevas (1 João 1.5). É fácil culpar a Deus ou alguém e dar desculpas por pensamentos maus e ações moralmente erradas.

A tentação começa com um pensamento corrompido e torna-se pecado quando nos demoramos nesse pensamento e permitimos que ele se torne uma ação. Como uma bola de neve rolando montanha abaixo, o pecado cresce e torna-se cada vez mais destrutivo à medida que permitimos que ele prossiga. O melhor momento para deter uma tentação é antes que esta esteja demasiadamente forte, ou se mova rápido demais para ser controlada. Muitos de nossos desejos são corretos e naturais, como o sexo, mas Deus quer que eles sejam satisfeitos da forma correta, mediante ao compromisso estável do matrimônio (Gênesis 2.24; Mateus 19.5).

A origem do pecado: a desobediência à Palavra de Deus

O pecado nasceu de uma desobediência à vontade de Deus. Se voltarmos ao Éden, veremos como o pecado entrou na natureza humana. No princípio Deus havia alertado que Adão e sua mulher Eva não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2.17). Deus deixou claro que se o fruto fosse provado, traria sobre eles muitos males. Eva, sendo enganada por satanás, comeu do fruto e logo ofereceu a Adão que também caiu no engano maligno.

Foi assim que o mal encontrou lugar na vida do homem, com ele a morte passou a fazer parte da natureza humana, exatamente como Deus havia avisado. Tudo isso poderia ser evitado se Adão e Eva tivessem crido na Palavra de Deus, obedecendo-O. Quando Adão provou do fruto diabólico, foi contaminado pelo mal, que passou a trazer uma série de sofrimentos. Por isso que se dermos ouvidos à voz de Deus e obedecermos a Sua vontade, seremos poupados de muitas desgraças. Devemos ter uma fé ativa, obedecendo a Deus com coragem a fazendo o que sabemos ser correto.

A forma de vencer a tentação e o pecado

A natureza humana, justamente por ser pecadora, de alguma forma tenta justificar seus maus pensamentos e ações. As pessoas costumam usar desculpas como: (1) não pude evitar; (2) todos estão fazendo isso; (3) ninguém é perfeito; (4) a culpa é do diabo; ou (5) eu não sabia que era errado. Uma pessoa que tenta usar desculpas semelhantes está apenas tentando calar sua consciência. Mas isto não isenta a sua culpa diante de Deus. O verdadeiro cristão, por outro lado, aceita a responsabilidade por seus erros, confessa-os e pede perdão a Deus. Assim Deus dará graça para que ele não cometa o mesmo erro novamente.

As tentações sobrevêm a todos, não há exceções. Porém é possível vencê-las pelo poder de Deus através do Espírito Santo, que o cristão recebe após a conversão. Através do Espírito Santo, o próprio Deus nos ajudará a resistir as tentações. Para isto devemos orar sempre. Jesus disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26.41). Jesus conhecia a natureza humana como ninguém, por isso nos alertou que sem oração jamais seriamos capazes de vencer a nossa natureza corrompida.

Em uma cultura repleta de depravação moral e pressões que induzem inevitavelmente ao pecado, a Bíblia nos adverte em relação à tentação (1 Coríntios 10.13). A Bíblia revela: “Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2.22). Como podemos ver, as paixões de nosso corpo, principalmente na fase da juventude, nos levam quase sempre a tentação e ao pecado. Afastar-se de uma situação tentadora é o primeiro passo a caminho da vitória. Fugir pode ser considerado covardia, mas afastar-se das situações tentadoras é a atitude mais corajosa a ser tomada.

Na batalha espiritual que travamos contra as forcas do mal, saber quando fugir é tão importante quanto saber quando e como lutar. Mas quando for a hora certa de lutar ao invés de fugir, devemos usar as armas que Deus nos oferece. Uma arma bastante eficaz é a Palavra de Deus (Bíblia). Quando Jesus estava sendo tentado no deserto por satanás, Ele citou as Escrituras dizendo: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4.10). Jesus usou um versículo bíblico que está escrito em Deuteronômio 6.13.

Assim como Jesus, o cristão também pode e deve usar as Escrituras diante das situações tentadoras. Afinal, o que mais pode significar ser cristão senão imitar a Cristo? A Bíblia revela: “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2.6). Ao ler a Palavra de Deus o Espírito Santo escreve os ensinamentos divinos em nossos corações, assim sermos sábios e tomaremos a decisão certa diante das tentações e dilemas da vida. A única forma de vencer as forças do mal é resistir a elas e submeter-se à vontade de Deus.

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”
(Tiago 4.7)


Igor Chastinet.

Amigo ou inimigo de Jesus?

por Igor Chastinet
(
igorjcpinho@gmail.com)

Jesus disse: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
(Mateus 12.30)


Estas palavras foram ditas por Jesus e direcionadas a muitas pessoas. Talvez esta frase hoje possa chocar a "religiosidade" de algumas pessoas que se denominam “cristãs”. Mas o que realmente faz uma pessoa ser a favor de Jesus? Que tipo de cristianismo as pessoas estão vivendo hoje? Será que apenas declararmos com a boca ser um cristão já seria suficiente? O que podemos fazer para que sejamos realmente amigos de Jesus?

Para responder a estas questões, teremos que analisar segundo o que o próprio Jesus disse em Mateus 7.21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus...”. Podemos concluir que estas palavras foram dirigidas àqueles que se dizem cristãos. Ora, quem mais chamaria Jesus de Senhor a não ser um cristão? Poucas pessoas conhecem de fato as maravilhosas palavras que Jesus proferiu quando viveu entre nós. Podemos perceber nas igrejas hoje que alguns sacerdotes estão camuflando as palavras de Jesus. Estamos na era do “evangelho light”. Será que é bastante o cristão "crer em Deus" e ao mesmo tempo continuar vivendo uma vida fútil e destrutiva, semelhante a dos pagãos? Obviamente que NÃO!

Para que alguém possa considerar-se um genuíno cristão, é necessário caminhar com Jesus diariamente. Seguir Jesus importa tomar uma séria decisão diante de Deus. Jesus disse: “E por que me chamais, SENHOR, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6.46). Segundo as próprias palavras de Jesus, é necessário que os que os cristãos obedeceçam as Suas palavras. Jesus disse mais: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Marcos 8.34). Percebemos então que seguir Jesus importa em autonegação de todos os desejos que contrariam a vontade de Deus.

Os cristãos devem manter a sua decisão diante de todos, por mais que isto venha a lhes trazer sacrifícios e até mesmo perseguições. Jesus disse: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande a vossa recompensa nos céus...” (Mateus 5.11,12). É natural que o verdadeiro cristão seja rejeitado pelas pessoas que vivem em pecado. Muitos até pensam consigo: “esses cristãos só sabem falar de Jesus”. Mas a boca fala do que está cheio o coração. Muitos ainda não sabem que todos os homens serão julgados, sem exceção! (2 Coríntios 5.10). E Jesus é o único meio de escapar da justa condenação.

Quando o homem opta por seguir a Jesus, ele passa a ser "luz" diante de um mundo corrompido pelo pecado. Sabemos que as trevas se incomodam com a luz. Por exemplo, se alguém permanecer no escuro por algum tempo, e se de repente uma forte luz for acendida, o que acontecerá? Certamente esta pessoa se incomodará com a luz. Da mesma forma acontece com o verdadeiro cristão, é rejeitado pelos que vivem nas trevas. Sua presença incomoda muita gente. O genuíno cristão, como seu estilo de vida, lança luz sobre as trevas que dominam o mundo. Quando as pessoas olham para a "luz" dos verdadeiros cristãos, lembram por onde têm andado e lembram que estão longe de Deus, por isso os rejeitam, mesmo que inconscientemente.

Foi exatamente isso que aconteceu com Jesus! Por causa da visível semelhança com Jesus, os cristãos também são igualmente rejeitados. Mas o apóstolo Paulo previniu os cristãos, quando escreveu: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus sofrerão perseguições” (2 Timóteo 3.12). Como já vimos anteriormente, Jesus havia advertido Seus seguidores que era necessário tomar a cruz e seguí-Lo, mesmo que isso muitas vezes importe em rejeição por parte do mundo.

Por todas estas coisas os cristãos são a luz do mundo. Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5.14). Os cristãos genuínos não se conformam com este mundo rebelde à vontade de Deus revelada nas Escrituras. O mundo sempre será inimigo de Jesus. A rejeição por parte do mundo é algo compreensível, pois os cristãos têm “a mente de cristo” (1 Coríntios 2.16). Isto quer dizer que sentem o que Jesus sente. Por buscarem a justiça, as coisas que desagradam a Jesus passam também não agradar aqueles que O seguem.

O mundo sempre será inimigo de Jesus. Certa vez Jesus disse aos seus discípulos: “O mundo não vos pode odiar, mas ele odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más” (João 7.7). Jesus incomoda muitas pessoas ainda hoje, e tudo o que Ele e seus discípulos fazem é dizer a verdade. A Palavra de Deus é a verdade! (João 17.17). Jesus disse: “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus” (João 8.47). Estas palavras de Jesus foram dirigidas aos religiosos da época, justamente aqueles que rejeitaram e crucificaram Jesus. De certa forma os cristãos também são crucificados por religiosos. Mas este é o preço que precisam pagar por não se dobrarem aos costumes dos homens, claramente opostos aos padrões de Deus.

A Bíblia revela que todo aquele que rejeita aproximar-se de Jesus e não se arrependem de seus pecados, serão condenados no Dia do Senhor. Jesus disse: “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (João 3.19). Devemos saber que fazer o que é mau aos olhos de Deus não é apenas matar ou roubar como muitos pensam. Mas é fazer tudo o que Deus não aprova em sua Palavra, tais como: mentiras (mesmo insignificantes), bebedices, práticas sexuais ilícitas (para jovens), adultério (para casados), fornicação (para ambos), vícios em geral, etc. O verdadeiro cristão, apesar de não estar livre das tentações, não vive na prática destas coisas.

Aqueles que forem condenados, o serão por escolha própria, somente porque endureceram seus corações a Palavra de Deus. Jesus disse: “Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mal grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos...” (Mateus 13.15). Agindo desta forma automaticamente estarão rejeitando a única forma de serem salvos da ira divina. Deus punirá todos aqueles que insistem em desobedecê-lo, pois o salário do pecado é a morte eterna (Romanos 6.23). Deus não tolera rebeldia declarada.

A única forma de sermos perdoados é através do sangue derramado por Jesus no calvário. Fomos chamados para a obediência da fé (Romanos 1.5; 26.16). Deus enviou Jesus para nos salvar e livrar da justa condenação que merecemos por nossos erros. Só Jesus pode nos justificar diante de Deus, mas para isto precisamos aceitá-Lo e seguí-Lo. Precisamos ser “lavados” diariamente dos nossos pecados. Devemos confessar os nossos erros a Jesus. Ele jamais rejeitará aqueles que se aproximam Dele em oração. Jesus quer ser o nosso melhor amigo. Ele sempre está batendo à porta. Cabe a cada um de nós abrirmos ou deixá-lo esperando. Mas se abrirmos a porta, Jesus entrará e transformará nossas vidas por completo.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”.
(1 João 1.9)


Igor Chastinet.

O Alimento Espiritual do Cristão

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar... para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.
(2 Timóteo 3:16,17)


Estas palavras foram escritas pelo apóstolo São Paulo. O apóstolo Paulo se referia as Escrituras Sagradas (Bíblia). A Bíblia é a Palavra de Deus revelada aos homens, sendo ela o alimento espiritual do cristão. O próprio Jesus disse que nela está contida a verdade sobre Deus (João 17.17). Ao estudar a Bíblia, o cristão saberá o que fazer para andar em obediência à vontade de Deus, tornando-se um cristão maduro. Está escrito no Salmo 119:11: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. Um bom conhecimento das Escrituras poderá nos proteger da aparência enganosa do pecado. Jesus usou as Escrituras para esquivar-se das ciladas de satanás (Lucas 4.8).

As Escrituras também nos protegem do engano religioso, o qual está sendo fortemente difundido pelo mundo. Justamente por isso que o apóstolo Paulo escreveu sobre a importância de conhecermos a verdade, dizendo: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14). Se compararmos minuciosamente o que está sendo ensinado por aí, veremos que uma grande parte das religiões estão modificando as verdades reveladas por Jesus e os apóstolos nas Escrituras Sagradas. Não podemos modificar os ensinamentos das Escrituras para adequá-las às nossas crenças pessoais. Se o fizermos, estaremos nos colocando acima de Deus.

Jesus alertou alguns líderes religiosos contra o erro causado pelo fraco conhecimento das Escrituras. Certa vez Jesus perguntou a esses líderes: “Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?” (Marcos 12:24). Jesus proferiu estas palavras logo após alguns desses líderes lhe fazerem uma pergunta simples, que poderia ser respondida através de um cuidadoso exame das Escrituras. Diante deste fato podemos concluir que um aprofundado conhecimento das Escrituras é fundamental para que os cristãos conheçam a verdade de Deus. Nenhuma palavra humana ou declarações de instituições religiosas igualam-se à sua autoridade.

As Escrituras podem ser comparadas a um grande quebra-cabeça. É preciso bastante atenção ao se montar um, pois existe um risco de se colocar peças no lugar errado. Às vezes, pode até parecer que algumas peças estão no lugar correto, porém se elas não estiverem em seus devidos lugares, no final o quebra-cabeça não “fechará”. Algo semelhante pode acontecer com o uso das Escrituras. Se tirarmos algum versículo de seu contexto é possível que venhamos a cometer erros graves. Por isso é necessário bastante cuidado ao se ler e interpretar as Escrituras. Devemos ter cuidado para que seus ensinamentos não sejam distorcidos e a verdade seja escondida.

As Escrituras também podem ser vistas como um conjunto de "mapas". É necessário entender bem as "coordenadas" que o Espírito Santo revela, que têm o propósito de orientar o caminhar diário do cristão. Textos isolados não devem ser usados como pretexto para justificar pontos de vista sem fundamento algum. É necessário que todo cristão examine atentamente as Escrituras. Somente assim eles poderão ficar seguros em relação ao que está sendo pregado nas igrejas, se os ensinamentos provém de Deus ou de espíritos malignos (1 Timóteo 4:1).
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A Bíblia revela que os primeiros cristãos faziam um exame cuidadoso das Escrituras após escutar os sacerdotes falarem algo da parte de Deus: “... porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11). Os primeiros cristãos procediam assim para comprovar a autenticidade dos ensinamentos que recebiam. Os cristãos da atualidade devem proceder da mesma forma, a fim de verificar se os ensinamentos que estão recebendo estão de acordo com as diretrizes bíblicas.

Devido ao perigo que os cristãos corriam (e ainda correm) de ser enganados por homens distantes da verdade, o apóstolo Paulo registrou: “E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15). O cristão deve ter conhecimento das Escrituras desde a juventude. Por isso que a Bíblia ensina aos pais cristãos a ensinarem os caminhos de Deus aos seus filhos (Efésios 6:4). Assim os cristãos serão corretamente instruídos, alcançando a salvação no final de suas vidas.

Devemos atentar para o sábio conselho que o apóstolo Paulo deu ao jovem sacerdote Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado... maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15). Timóteo foi um dos que foram instruídos pela pregação da Palavra de Deus através da boca do apóstolo Paulo. O apóstolo estava instruindo seu filho na fé a depender das Escrituras para validar a sua mensagem. Um verdadeiro sacerdote de Deus jamais deve ensinar algo que se opõe ao que já foi ensinado e registrado nas Escrituras Sagradas. Jesus disse que as verdades registradas nas Escrituras não podem ser suprimidas (João 10.35).

As Escrituras são confiáveis, pois as palavras que encontramos nelas foram escritas e inspiradas por Deus: “... a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20,21). Isto significa que tudo o que está escrito na Bíblia foi escrito pela vontade e direção de Deus. O próprio Jesus confirmou que a Bíblia é a Palavra de Deus. Certa vez Jesus orou ao Pai dizendo: “... a tua palavra é a verdade” (João 17:17). Podemos confiar em Jesus Cristo, pois Ele deu a vida por nós.

O cristão deve procurar familiarizar-se com a Bíblia, evitando o hábito de ler algo tão importante para o crescimento espiritual somente enquanto está na igreja. O estudo diário deve ser tratado como as principais refeições: café da manhã, almoço e jantar. Assim como alimentamos diariamente o nosso corpo, também devemos alimentar o nosso espírito através da leitura bíblica. Jesus disse: “... nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus” (Lucas 4:4). A atitude de ler a Palavra de Deus diariamente irá contribuir para um bom manuseio das Escrituras.

Diante de tudo o que foi exposto acima percebemos que somente o bom, puro e saudável estudo das Sagradas Escrituras pode nos instruir na verdade. Isso porque toda a Escritura foi inspirada por Deus. Negar isto é desprezar o testemunho de Jesus (Mateus 5.18). Somente desta forma estaremos seguros para servir a Deus como Ele espera. A Bíblia é a única fonte eficaz para que os cristãos não sejam ludibriados por ensinamentos e práticas religiosas que não correspondem com a verdade. Somente a verdade pode libertar o homem do erro e engano religioso.

Jesus disse:
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna”.
(João 5:39)

Igor Chastinet.

A Santificação do Cristão

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)
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“... para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo...”
(1 Tessalonicenses 3.13)


Entendendo a Santificação
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A santificação é o processo de tornar a vida santa. É a principal característica do verdadeiro cristão. Mas afinal, o que significa ser santo? Ser santo significa ser “separado” por Deus, a fim de que tenhamos comunhão com Ele. Significa ser afastado da vida mundana, que é oposta à vontade de Deus. A santificação deve ocupar a mais alta prioridade na vida de um genuíno cristão. Muitos consideram santos apenas algumas pessoas que já faleceram e que foram nomeados por uma importante instituição religiosa. Mas não é isso que a Bíblia revela. Biblicamente falando, os santos são todos aqueles que decidem entregar suas vidas a Jesus e passam a viver para agradar a Deus (Romanos 1.7).
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A Bíblia relata que desde os tempos antigos, Deus sempre exigiu que o seu povo se afastasse da vida dissoluta e pecaminosa. O pecado sempre rodeou o povo de Deus. Assim, da mesma forma, percebemos que hoje o pecado ainda cerca a vida dos cristãos (Hebreus 12.1). Jesus virá buscar a Igreja dos santos, e não dos que vivem no pecado (Efésios 5.27). Somente aqueles que vivem em santidade irão com o Senhor. Não há como negociar com Jesus, pois está escrito: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pedro 1.15). Jesus é santo e exige santidade dos cristãos.
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Para que possamos viver em santidade devemos obedecer a Jesus e negar a nós mesmos (Marcos 8.34), ou seja, é preciso haver renúnica as coisas que desagradam a Deus. A santificação é importante porque sem ela ninguém verá o SENHOR (Hebreus 12.14). Uma vida de santidade é o oposto de uma vida de pecado. Deus não é tolo, Ele conhece os nossos caminhos (Jeremias 17.10). Deus respeita o livre-arbítrio, por isso não interfere diretamente em nossas decisões. A Bíblia é a Palavra de Deus revelada, e está acessível a todos para que possamos corrigir os nossos erros. Uma Bíblia fechada torna-se um livro comum, mas quando a abrimos e meditamos, Deus fala conosco. De nada adianta ter uma Bíblia ao alcance das mãos se não a examinarmos (João 5.39).
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Sabemos que Deus não muda, Ele continua Santo, por isso exige a santificação de Seus filhos. O Senhor Deus nos diz: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7.14). Deus exige que o seu povo abandone os maus caminhos, ou seja, a vida fútil. Nós, os cristãos, devemos nos desviar de tudo o que desagrada a Deus. Caso isto não ocorra, Ele não atenderá as nosas orações e nem agirá em nosso favor (versículo 15).
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Mas por que Deus sempre foi tão rígido para com o seu povo quanto à exigência da santificação? Simplesmente porque a essência do nosso Deus é santa e imaculada. A natureza de Deus é isenta do pecado. Nele não há corrupção, ou seja, nele não há a mácula do pecado. Da mesma forma também é Seu Filho Jesus, pois Ele foi gerado pelo próprio Espírito de Deus. Sendo assim, todo aquele que quiser intitular-se como cristão deve buscar ser semelhante a Deus, ou seja, deve buscar a santificação. A Bíblia diz: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Efésios 5.1). Imitar a Deus é viver em santidade.
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O verdadeiro cristão deve buscar em Jesus a purificação de toda a "sujeira" do corpo e do espírito: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.23). De acordo com revelação de Deus, os cristãos devem buscar a santificação em TODAS as áreas da vida. A santificação deve ocorrer no espírito: a profundidade do homem interior. Na alma: o centro dos sentimentos. E no corpo: a parte extena. Deus deseja fazer uma revolução em nós!
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Jesus disse algo que surpreende até mesmo um seguidor seu, e que deve servir de alerta para todos os cristãos. Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai” (Mateus 7.21). Mas qual será a vontade de Deus para os cristãos? Ora, a vontade de Deus é que todos os Seus filhos se pareçam com Ele, ou seja, sejam santos (1 Pedro 1.15,16). Todo pai deseja o melhor para seus filhos.
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Como já foi mencionada, a santificação é o processo de purificação do homem. É preciso que todo cristão que deseje receber as promessas de Deus passe por este processo. O verdadeiro cristão deve ser diferente em seu estilo de vida diante de um mundo distante dos padrões estabelecidos por Deus. A Bíblia revela: “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1 Tessalonicenses 4.7). Aquele que despreza tal exigência despreza e questiona própria autoridade de Deus. Portanto, a santificação é a vontade de Deus para aqueles que querem ser Seus legítimos filhos.
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A decisão do cristão

O verdadeiro cristão deve tomar uma posição firme diante de um mundo alienado. O cristão deve ser como uma luz que brilha em meio a uma geração má e corrompida pelos costumes mundanos. Jesus morreu para isto mesmo, pois está escrito: “O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” (Gálatas 1.4). Cristo morreu para nos livrar desse mundo cruel e corrupto, e para nos proporcionar uma vida de qualidade superior (João 10.10).

O cristão deve proceder de tal forma que as pessoas possam glorificar o nome de Deus pelas boas ações que neles vêem. Jesus disse: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16). Devemos lembrar que ser cristão não é algo que se mostra apenas com a boca, mas com atitudes. O apóstolo Paulo fez um alerta sobre isto quando disse: “Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude” (1 Coríntios 4.20). A fé do cristão deve ser demonstrada por suas virtudes e não por palavras vazias.

O apóstolo Tiago também colocou a fé em pauta quando escreveu: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2.18). Vemos que a fé do cristão é demonstrada por suas ações. O cristão deve priorizar o “agir”, não o “falar”. Deve-se decidir de antemão não se contaminar com a vida autodestrutiva que os homens insistem em viver. O cristão, para que seja cheio do Espírito Santo, deve praticar o que está escrito no Salmo 119.11: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. O cristão deve sempre ler e meditar na Bíblia, para que assim possa estar sempre preparado para dizer um estridente “NÃO” ao pecado.

Hoje, depois da manifestação de Jesus ao mundo, Deus ainda continua sendo exigente quanto à pureza do seu povo. Sim, a santificação continua sendo necessária. O mundo pode passar por mudanças, mas a Palavra de Deus nunca mudará (Mateus 24.35). O Senhor ainda exige que o Seu povo aparte-se do pecado e seja diferente das pessoas comuns. O apóstolo São Paulo, inspirado pelo Espírito de Deus, escreveu aos cristãos da igreja de Corinto dizendo: “Por isso saiam do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Coríntios 6.17). Esse versículo é uma clara referência a necessidade da santificação. Deus, usando Seu servo Paulo, fez uma chamada a vida santa. Isto significa que para que Deus nos receba como filhos e filhas, devemos nos afastar de tudo que O desagrada. É uma séria advertência aos cristãos à separação da vida mundana, carnal e destrutiva.
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Por que a Santificação é necessária para os cristãos?

A santificação é necessária porque nós, naturalmente, preferimos seguir nossos próprios caminhos. Assim nos afastamos de Deus. Infelizmente isso acontece porque possuímos uma natureza pecaminosa. Esta é a dura realidade que Jesus veio nos revelar. Por isso precisamos da ajuda de Deus. Quando nos convertemos a Jesus recebemos o Espírito Santo para habitar em nós, assim como Ele prometeu (João 14.16,17). Então o Espírito Santo passará a nos ajudar a vencer o pecado, que nos tornava prisioneiros de nossas próprias vontades. Após a conversão não lutaremos mais sozinhos contra nossas vontades naturais, que antes não nos deixavam cumprir satisfatoriamente a vontade de Deus (Romanos 7.18-24).

Isso significa que, através do Espírito Santo, o próprio Deus nos liberta e transforma, fazendo de cada um de nós novas criaturas em Cristo Jesus (2 Coríntios 5.17). Está escrito: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38). O apóstolo São Pedro estava respondendo à pergunta de alguns novos cristãos sobre o que eles precisariam fazer, já que agora haviam aceitado seguir Jesus. Pergunta muito natural. Percebemos, pela resposta de Pedro, que o arrependimento (simbolizado pelo ritual do batismo) é o único requisito para que o homem possa receber o Espírito Santo, o nosso Ajudador.

A santificação também é necessária porque sem ela não é possível nos aproximarmos de Deus. Está escrito: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós” (Isaías 59.2). Os nossos pecados (erros) nos afastam para longe de Deus, criando uma barreira entres nós e o nosso Criador. Ora, Deus é santo, e se alguém deseja aproximar-se Dele, deve primeiro buscar afastar-se de tudo aquilo que O desagrada e contraria a Sua vontade. É justamente esta atitude que nos levará ao processo de santificação.
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Buscando e mantendo a Santificação

Após a conversão a Cristo, o cristão deve buscar diariamente a santificação e mantê-la diligentemente até o fim de sua vida (ou até Jesus voltar). A santificação é um processo progressivo. À medida que nos aproximamos de Deus, o Espírito Santo nos torna cada vez mais semelhantes a Ele. O cristão deve ter cuidado para que o processo de santificação não seja interrompido devido a sua desobediência contínua. O apóstolo Paulo disse: “Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2 Coríntios 4.16). O cristão nunca deve desistir de buscar a santificação, pois ainda que o nosso corpo seja inclinado a fazer o que é mau aos olhos de Deus, podemos nos render ao poder do Espírito Santo, que nos mostrará o caminho certo.

“Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna”.
(Romanos 6.22)
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Igor Chastinet.

domingo, 8 de junho de 2008

O Novo Nascimento: Nova Criatura em Cristo

por Igor Chastinet
(igorjcpinho@gmail.com)

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.
(2 Coríntios 5.17)

O novo nascimento é o nascimento efetuado por Deus através da conversão do homem a Jesus. Também é conhecido como a regeneração. Tal nascimento é diferente do nascimento terreno, pois este é realizado por mãos humanas. Porém o novo nascimento é realizado não por mãos humanas, mas pelas mãos de Deus. O novo nascimento resulta numa transformação visível do homem. Acontece quando o homem morre para as suas próprias vontades e renasce para a vontade de Deus.
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A Bíblia relata que Jesus revelou o significado do novo nascimento a um homem chamado Nicodemos. Tal fato está registrado no evangelho de João. Jesus disse a Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3). Jesus se referia ao processo de transformação interior realizado por Ele, através do Espírito Santo, que nos é concedido no momento da conversão. Essa transformação resultará numa nova vida de obediência a Deus e Sua Palavra.
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Jesus foi bastante enfático quanto a este requisito, e reforçou o que disse: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). Diante das palavras de Jesus, percebemos importância do novo nascimento para Deus. Jesus deixou claro que tal requisito é fundamental para a salvação. O novo nascimento somente pode ocorrer no homem quando ele aceita Jesus como seu único Senhor e Salvador e decide verdadeiramente segui-lo. O novo nascimento é o nascimento em Cristo. Para que uma pessoa nasça de novo, ela deve renunciar as suas próprias vontades pecaminosas passando a fazer aquilo que agrada a Deus.
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A Bíblia revela que TODOS nós somos pecadores, NÃO HÁ EXCEÇÕES (Romanos 3.23). Todos nós precisamos do perdão de Deus através de Jesus, por mais justos que possamos parecer aos nossos próprios olhos, pois cometemos muitos erros. Então, quando surge na mente humana a consciência de sua natureza pecaminosa e de seu estado de perdição sem Cristo, surgirá espontaneamente a necessidade de conversão. Neste momento, o Espírito Santo passa a impulsionar o homem a entregar-se a Deus. Logo, dar-se-á início ao processo de regeneração.
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Quando o homem percebe que sua natureza é inclinada ao pecado e que ele não consegue cumprir a lei de Deus em todas as áreas de sua vida, é como se escamas caíssem de seus olhos. Quando enxergamos a verdade e optamos por Jesus, começará a acontecer em nós o que está escrito: “Sabendo isto, que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” (Romanos 6.6). Ás vezes até pensamos que não há nada ser mudado ou melhorado em nossas vidas, mas isso é puro engano. É preciso aceitar a verdade que Jesus nos revelou, e assim mudar de direção para que possamos receber novos “olhos espirituais”. Jesus disse: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Somente Jesus pode libertar o homem do engano do pecado.
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A natureza decaída humana não pode ser mudada instantaneamente. Por isso é preciso que ela seja crucificada diariamente. Mas para isto, é preciso que o novo convertido dê lugar ao Espírito Santo e passe a seguir Suas orientações. Devemos deixá-Lo tomar o controle de nossas vidas. A Bíblia revela: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5.16). Andar em Espírito significa andar em santidade, ou seja, afastado do pecado.
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A palavra “carne” significa corpo; e “concupiscência” significa desejo. O Espírito Santo nos capacitará a não satisfazer os desejos corrompidos do nosso corpo, apesar de ainda não estarmos totalmente livres das tentações. Cumprir o desejo da carne significa aceitar os desejos pecaminosos do corpo, os quais são opostos a direção de Deus. Em contrapartida, andar em “espírito” significa proceder de acordo com a vontade de Deus, consciente de que Ele está perto. Aquele que anda em espírito, não satisfaz os desejos pecaminosos do seu corpo, pois a lei do Espírito nos liberta da lei do pecado (Romanos 8.1,2; Gálatas 5.18).
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A Bíblia revela: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8.8). Aquele que anda segundo os seus desejos naturais, certamente agirá contra a vontade de Deus: "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus... Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Romanos 8.12,13). Mediante estas palavras, percebemos que se agirmos segundo a vontade natural de nosso corpo, certamente traremos sérios problemas e sofrimentos para nossas vidas. O pecado nunca é vantajoso, existe um alto preço a pagar. Portanto, sábio é aquele que dá ouvidos aos conselhos de Deus.
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As passagens bíblicas citadas acima indicam que os que desejam fazer a vontade de Deus devem dar lugar ao Espírito Santo para que possam vencer os desejos pecaminosos do corpo. Somente com a ajuda do Espírito Santo seremos capazes de vencê-los, pois de outra forma acabaremos nocauteados pelo poder do pecado. O apóstolo Paulo escreveu: “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Romanos 13.14). Para que possamos dominar a nossa natureza, precisamos nos render a Jesus. Deus sabe que não há outra forma, por isso enviou Seu Filho para que pudéssemos ser salvos das conseqüências desastrosas do pecado.
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Quando o homem se rende totalmente a Jesus, Deus lhe concede o Espírito Santo, para que Ele habite em Seu novo filho (João 14.17). Somente desta forma receberemos o poder necessário para vencer o pecado. Porém, para que Jesus possa ser o nosso Salvador, é preciso que Ele seja também o nosso SENHOR, ou seja, devemos fazer a Sua vontade, nos desviando de tudo o que desagrada a Deus. Quando Jesus passa a ser o Senhor de nossas vidas e permitimos que Ele nos guie, somos transformados pelo Seu Espírito para sempre. Este processo é chamado de: O NOVO NASCIMENTO.

“Portanto, agora NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
(Romanos 8.1)

Igor Chastinet.